sexta-feira, 31 de outubro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Vamos crescendo à medida de nossos problemas, mas, nunca somos suficientemente grandes para resolvê-los. Alguns, são individuais demais para se distribuir por aí, esperando que alguém os tome pra si, e nos deixe voltar para casa sonolento após perceber as noites de sono que perdeu pensando no que há tempos, já não é mais nosso. Problemas, problema, problemas... Alguns são tão bons de se complicar, tanto, que assim que se resolve, interpretamos a solidão como outro problema carente de solução. Somos eternamente problemáticos. Uma música triste, um vinho barato, fronhas lagrimejantes... Seria ótimo saber que esses três fatores compõem em ti, o problema maior que sou eu. Saber que por um momento, por menor que seja, que alguém sofreu por nós, alivia a dor que se sente pelo mesmo.
Eu sou aquela última folha morta pelo frio do inverno que pousa sobre a enxurrada que leva o sangue congelado das flores, anunciando a ressurreição de um novo tempo mais colorido e harmonioso... Embora, eu ainda seja o ser que observa o cortejo triste da folha deserdada de sua árvore, olhos úmidos, corpo vazio e seco, tanto quanto o cadáver que a enxurrada delicadamente carrega. Volto pra casa, carregado de lágrimas e chuva, ninguém além de mim mesmo sabe identificá-las, estou livre de explicações, ambas são puras, escorrem até os lábios, provocando um gosto estranho, da neutralidade da pureza do céu ao adocicado de uma lágrima infeliz e fria. Tranco-me no quarto, fecho as janelas, cortinas, deito-me, fecho os olhos, fecho-me... Tranco-me... Deserdo-me... Despeço-me, esqueço-me... Acordo-me em sonho, guardo o cenário do espetáculo numa gaveta, recolho e arrumo os sentimentos bagunçados por ti num armário. Sento-me num banco mental, preciso descansar... Amanhã, bem manhãzinha, segundos antes de acordar, levanto-me, preparo o teatro mental para o sonho mais bonito que eu puder imaginar, recolho todos os sentimentos bagunçados numa mala qualquer e volto para realidade. Enfim, poderás me bagunçar o quanto quiser, mas, hoje, só por hoje, mereço um descanso de mim mesmo.
De: Anderson Beowulf.
Eu sou aquela última folha morta pelo frio do inverno que pousa sobre a enxurrada que leva o sangue congelado das flores, anunciando a ressurreição de um novo tempo mais colorido e harmonioso... Embora, eu ainda seja o ser que observa o cortejo triste da folha deserdada de sua árvore, olhos úmidos, corpo vazio e seco, tanto quanto o cadáver que a enxurrada delicadamente carrega. Volto pra casa, carregado de lágrimas e chuva, ninguém além de mim mesmo sabe identificá-las, estou livre de explicações, ambas são puras, escorrem até os lábios, provocando um gosto estranho, da neutralidade da pureza do céu ao adocicado de uma lágrima infeliz e fria. Tranco-me no quarto, fecho as janelas, cortinas, deito-me, fecho os olhos, fecho-me... Tranco-me... Deserdo-me... Despeço-me, esqueço-me... Acordo-me em sonho, guardo o cenário do espetáculo numa gaveta, recolho e arrumo os sentimentos bagunçados por ti num armário. Sento-me num banco mental, preciso descansar... Amanhã, bem manhãzinha, segundos antes de acordar, levanto-me, preparo o teatro mental para o sonho mais bonito que eu puder imaginar, recolho todos os sentimentos bagunçados numa mala qualquer e volto para realidade. Enfim, poderás me bagunçar o quanto quiser, mas, hoje, só por hoje, mereço um descanso de mim mesmo.
De: Anderson Beowulf.
domingo, 26 de outubro de 2014
De Analgésicos & Opioides: SER FLEXÍVEL PRA NÃO QUEBRAR
De Analgésicos & Opioides: SER FLEXÍVEL PRA NÃO QUEBRAR: [Quadro "Aceitação", de Camila Morita] Como é difícil aceitar: que a gente não muda as pessoas, que nossas boas intenções ta...
sábado, 11 de outubro de 2014
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã de Caetano.... Isso são só referencias. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
- Arnaldo Jabor
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
“A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos. Tudo bem. O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.”
Chico Xavier. (via auroriar)
Sigo palavras e busco estrelas
O que é que o mundo fez
Pra você rir assim?
Pra não tocá-la, melhor nem vê-la
Como é que você pôde se perder de mim
Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
E você sempre tão distraída
Passa e não vê, e não vê
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